
Antes
de continuar gostaria de chamar-lhes a uma reflexão simplista, porém,
necessária. O QUE É CIDADE? A pergunta é simples, mas sua resposta pode
apresentar vícios e indefinições. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), cidade é tudo que está em um perímetro urbano definido no
Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). Para a Organização e
Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), trata-se de um adensamento
urbano acima de 150 hab/km2 (critério adotado por alguns países
desenvolvidos). No entanto, o bom senso faz-nos refletir que, para a
caracterização de uma cidade o melhor é identificarmos a função da cidade
aliado com a existência de equipamentos urbanos mais o adensamento populacional
em um espaço edificado.

Neste
contexto, as desigualdades sociais se materializam na paisagem urbana e o
Brasil é o 4º país da América latina em desigualdade social ficando atrás
apenas da Guatemala, Honduras e Colômbia (Chile, Peru, Venezuela e Uruguai são
os mais equânimes). Contudo, o Brasil conseguiu evoluir, tendo em vista, que em
1999 ocupava a posição de destaque: 1º lugar.
Outro
dado que nos chama a atenção faz referência à poluição atmosférica. O Brasil é
o 2º maior poluidor da América. Isso está intrínseco nas políticas de
mobilidade urbana que, historicamente, favorece o transporte individual em
detrimento do coletivo e que políticas de substituição da gasolina como o
etanol e o biodiesel não são suficientes para mudar este cenário. Precisamos de
qualidade e eficiência nos transportes coletivos e de mais incentivos aos
transportes não poluentes como o uso da bicicleta.
A
integração das cidades, por meio dos transportes ou por sistemas de comunicações,
permitem o fluxo de pessoas, serviços, capitais, mercadorias e informações,
formam o que denominamos de REDE URBANA. No Brasil, podemos citar como metrópoles
nacionais São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A
rede urbana se apresenta de forma distinta na paisagem. Nos países
desenvolvidos está mais densa e articulada por causa do alto índice de
industrialização e urbanização, diversificação econômica e dinâmica do mercado
interno de consumo. Já nos países em desenvolvimento com baixa escala de
industrialização, a rede urbana se apresenta desarticulada e dispersa no território.
Com
o avanço da globalização e a entrada do capitalismo na fase técnico-informacional
aliado a aceleração dos fluxos, pode-se falar em uma rede urbana mundial onde
os centros polarizadores de investimentos são chamados de CIDADES GLOBAIS.
Exemplo: Nova York, Londres, Paris, Hong-Kong, Tóquio e São Paulo. Não podemos
confundir cidades globais com MEGACIDADES que, por definição da ONU, são
aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes.
O
crescimento horizontal das cidades brasileiras foi dando lugar ao processo de
conurbação e, por isso, o Brasil, atualmente, possui 36 REGIÕES METROPOLITANAS
e 3 REGIÕES DE INTEGRADAS DE DESENVOLVIMENTO (DF, GO e MG / Grande Teresina / Petrolina
e Juazeiro) que são criadas mediante Lei Estadual e Lei Federal,
respectivamente, com o objetivo de integrar a organização, o planejamento e a
execução de serviços públicos em comum.
Vários problemas das cidades poderiam ser minimizados se fossem adotadas medidas simples, mas é necessário, além da vontade política, da participação do cidadão, que, muitas vezes, espera de braços cruzados a solução cair do céu na dependência exclusiva do poder público. No mínimo, quem reclama deveria praticar um voto consciente, cobrar melhorias e fiscalizar essas ações. Isso requer tempo e dá trabalho, o que poucos parecem está dispostos.
ResponderExcluirboa percepção...
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